Desculpa

Tenho vivido estes últimos meses com esperança.
Esperança de mudança.
À espera de algo ou de alguém.
Todos os dias abria as cortinas do quarto
Mas era o mesmo que abrir um livro sempre na mesma página.
Hoje mudei de página.
Apercebi-me que a esperança existe
Mas não em nós.
Levo-te no coração longe de tudo e todos
Perto de mim
Não te guardo rancor.

O amanhecer tornar-se difícil
O fim do dia é o mais esperado
Não quero viver assim!
Quero voltar a ser como era
Feliz com os meus objectivos
Com os meus sonhos, que muitas vezes concretizados precisam de desaparecer.
Tudo me atormenta
Tudo parece desperdiçado
A vida deixou-me sem ela e sem ti
É repugnante pensar que me deixei afundar
Que toda a tristeza tomou conta de mim

E agora o meu amor é um pássaro
Aparece no parapeito da janela e voa
Estrangulei o destino
É pena, porque ele não é o culpado
Tentei forçar a tua estadia e errei,
Por tudo peço desculpa.
O teu olhar insano e a minha capacidade de sacrifício
Não combinaram e eu sabia disso
Tenho medo mas sem medo não há vida
Por isso talvez continue assustada nesta caminhada tão solitária
Lembrarei-me de ti.
A tua perna, a minha perna, o teu sorriso, o meu sorriso e o aconchego de ti que me fez sentir bem por meros momentos.
Tudo acabou sem ter tido um começo
Eu hei-de ficar bem
E quanto a ti, irei pedir sempre ao céu para te proteger.
Desculpa.

“He asked, “What makes a man a writer?” “Well,” I said, “it’s simple. You either get it down on paper, or jump off a bridge.”

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