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Dilúvios de água me escorrem pela cara
Estou perdida
Sem rumo nem medida
A esperança morreu
E decidiu levar a minha alma

Queria limpar a minha mente
Sair desta dor intermitente
Encontrar uma saída
Onde a felicidade está escondida

As minhas roupas ainda têm o teu perfume
E ainda gosto de ti como de costume
Não te quero deixar ir
Mas estou farta de pedir

Fica, por favor, Fica
Esta dor arde, magoa e pica
Não leves isto a peito
A mágoa sufoca e está tudo desfeito

Meu querido Afonso
Porque não me salvas
E me tiras deste poço?
Fecho os olhos e ainda te ouço.

Estou farta de escrever sobre ti
Estou saturada de todos os tis
Quero-te mandar embora
Preciso de escolher o tempo e a hora.

Nada vale mais a pena
Nem escrever às dezenas ou centenas
Para mim tudo acabou
E de mim nada restou.




“He asked, “What makes a man a writer?” “Well,” I said, “it’s simple. You either get it down on paper, or jump off a bridge.”

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